TEAM VODAFONE BP ULTIMATE




Vodafone BP Ultimate Team conquista Iberian Supercars Trophy!




Cumprindo o principal objectivo desportivo proposto para a presente temporada, o Vodafone BP Ultimate Team garantiu, este fim de semana, a vitória no Iberian Supercars Trophy 2011. Depois de terem dominado a tabela classificativa ao longo de todo o ano, foi com o 2º posto alcançado na primeira corrida de Jerez de La Frontera que José Pedro Fontes e Miguel Barbosa resolveram, definitivamente, a questão do título a seu favor.

Integrada, desta feita, em mais uma ronda do Campeonato de Espanha Iber GT, a dupla do Mercedes SLS AMG saiu da segunda deslocação do troféu ibérico a Espanha com a sensação de dever cumprido, e com a satisfação de alcançar a vitória na primeira temporada com o carro germânico.

José Pedro Fontes declarava no final com grande satisfação que “desde o início do ano que a vitória do Iberian Supercars Trophy era o nosso principal objectivo em termos desportivos. Sabíamos da competitividade que iríamos encontrar ao longo da temporada, sendo muito gratificante para nós chegar a esta vitória frente a adversários que consideramos muito fortes e com projectos igualmente sólidos, na única competição que conseguimos encarar na íntegra com o Mercedes SLS. Foi uma época que nos correu de feição, conseguimos liderar ao longo de todo o ano, tendo sido essencial o empenho e dedicação de toda a equipa e patrocinadores.”

Numa época que ficará marcada pelo regresso de Miguel Barbosa à velocidade, o piloto lisboeta assume que “sabia que iria de ter de trabalhar bastante para este meu regresso à velocidade, sendo muito gratificante chegar a este título depois de uma época recheada de vitórias. Foi fundamental todo o apoio que tive do meu companheiro de equipa e muito motivador integrar uma equipa com esta experiência e profissionalismo. É uma vitória que dedicamos a todos os parceiros que acreditaram neste ambicioso desafio e, ao mesmo tempo, a todos os que nele trabalharam com afinco e dedicação.”
 
 
NUNO DINIS

ARC SPORT - RALLYE MORTAGUA




UMA PROVA CATEGÓRICA






Ricardo Moura na busca do título


Vítor Lopes e João Silva pretendem respectivas vitórias


Hugo Mesquita e Luís Cardoso bastante motivados




O Rali de Mortágua, penúltima prova do calendário, encerra uma série de decisões importantes em relação ao Campeonato de Portugal de Ralis. Diversos títulos em jogo no evento do Clube Automóvel do Centro fazem deste rali com nove especiais de classificação um desafio demasiado importante para toda a equipa da ARC Sport.

Ricardo Moura é cada vez mais um piloto eficiente e objectivo, estando perto de alcançar o título absoluto. Um quarto lugar em Mortágua é suficiente para o campeão açoriano juntar à produção nacional a mais desejada inscrição de Campeão de Portugal de Ralis.
Para isso Ricardo Moura e António Costa terão de voltar a efectuar uma prova inteligente.
“Foi feito um grande investimento no Mitsubishi, tendo como único objectivo garantir a fiabilidade pretendida. Mortágua é um rali que gosto particularmente, até porque no ano passado vencemos o Grupo N. Este ano gostaria de definir como objectivo a vitória absoluta, mas dado o contexto actual do campeonato, onde necessitamos de um 4º lugar para chegar ao título, seria incoerente correr qualquer risco desnecessário. O nosso objectivo é o título, por isso qualquer posição até ao 4º lugar é para nós uma vitória”, afirma Ricardo Moura.

Vítor Lopes ainda é candidato ao título absoluto, embora as contas sejam demasiado complicadas para o piloto do Subaru Impreza. Lutar pela vitória na prova é o seu grande objectivo, contribuindo para que o seu navegador Hugo Magalhães possa aspirar ao título de campeão nacional de navegadores.
“Neste momento não há muito a dizer. Vou tentar lutar pela vitória e não quero fazer qualquer tipo de contas para o campeonato, pois isso não depende apenas de mim. Vou disputar o Rali de Mortágua pelo simples prazer que tenho em conduzir”, afirma, com realismo, Vítor Lopes.

Na liderança do campeonato de 2L/2RM, o jovem piloto madeirense João Silva tem como principal objectivo chegar ao título desta especialidade, sendo possível adicionar também o campeonato de Turismo. João Silva e José Janela querem levar o Renault Clio R3 a uma posição de destaque.
“Vamos entrar numa fase crítica do campeonato. Neste momento não podemos cometer erros e temos de evitar qualquer tipo de problemas com o carro. Como sempre fazemos, vamos tentar vencer a prova, tendo como grande objectivo a conquista do título das duas rodas motrizes. Neste momento está tudo a correr como queremos”, declara João Silva.

A evoluir de forma evidente de prova em prova, o açoriano Hugo Mesquita parece ter apostado em definitivo no Renault Clio R3 da ARC Sport. Acompanhado pelo experiente Nuno Rodrigues da Silva, o piloto quer aumentar o ritmo e ganhar mais experiência.
“Sinto-me mais à vontade e muito mais confiante com o Renault Clio R3. Mortágua é um rali mais sinuoso, tal como eu gosto, e por isso talvez a prova ideal para me adaptar melhor ao carro. Tenciono aumentar gradualmente o ritmo para ganhar a experiência que tanto necessito”, assegura Hugo Mesquita.

Para esta prova do Clube Automóvel do Centro, a ARC Sport vai contar com mais uma equipa nas suas fileiras. Luís Cardoso e José Rodrigues vão tripular um Citroen C2, tentando obter o melhor resultado possível.
“É uma nova experiencia com este carro, mas estamos incluídos numa equipa onde nos sentimos bem. Vamos tentar fazer o melhor possível e essencialmente uma prova descontraída”, disse Luís Cardoso.

Para a ARC Sport esta é mais uma prova demasiado importante. Augusto Ramiro está confiante no profissionalismo de todos os elementos da equipa de Aguiar da Beira, esperando que todos os pilotos alcancem os seus objectivos.
“Está tudo preparado para encarar este rali com o habitual grau de profissionalismo e total entrega que sempre nos caracterizou. O Rali de Mortágua é uma prova importante para todos os nossos pilotos, consoante os respectivos objectivos. Mais uma vez, vamos dar o nosso melhor”, conclui o responsável pela ARC Sport.

O Rali de Mortágua estará na estrada nos próximos dias 22 e 23 de Outubro











NUNO DINIS

RALLYE DE PORTUGAL HISTÓRICO 2011




Lareppe: finalmente a vitória!




Depois de dois segundos lugares nas duas últimas edições do Rally de Portugal Histórico, o belga Jose Lareppe, em Opel Kadett GTE de 1978, conseguiu finalmente inscrever o seu nome na lista de vencedores da prova, demonstrando porque no passado já foi campeão europeu de provas de regularidade.

Lareppe aproveitou da melhor forma a ligação entre Viseu e Cascais para ascender à primeira posição, primeiro trocando de posições com o seu compatriota Raymond Horgnies, depois construindo uma vantagem que lhe permitiu chegar com natural tranquilidade à noite de Sintra, onde pode controlar perfeitamente os acontecimentos.

«Procurava este sucesso desde a minha primeira participação, há quatro anos. Foi um sucesso merecido, fruto de muita concentração ao longo de cinco dias. Este ano venci em Monte Carlo e agora, com este triunfo, bem posso dizer que a minha temporada não podia ter sido melhor», referiu, no final, o vencedor da prova.

De salientar uma vez mais o grande sucesso que as duas passagens nocturnas pelos troços da Lagoa Azul/Peninha e Sintra constituíram, com milhares de pessoas a reviver os momentos gloriosos do Rally de Portugal naquela região, que ficou para sempre intimamente ligada à história da prova.

Nota de relevo para o melhor equipa portuguesa - Paulo Marques/João Martins - que esteve muito bem na ligação para Cascais, conseguindo chegar ao último lugar do pódio, por troca com Daniel Reuter e intrometendo-se no claro domínio dos pilotos belgas, com quatro nomes nos primeiros cinco classificados.



Classificação final:

1º Lareppe/Lambert (Opel Kadett GTE/, 480,5 pontos;
2º Horgnies/Hayez (Porsche 911), 554,7;
3º Marques/Martins (BMW 1600), 703,9;
4º Reuter/Vandevorst (Porsche 914/6), 713,5;
5º Delhez/Gully (Ford Escort), 801,6;
6º Cordeiro/Martins (Alfa Romeo 2000 GTV), 1013,2;
7º Otegui/Otegui (Audi Quattro), 1070,8;
8º Antunes/Serôdio (Audi Quattro), 1269,7;
9º Pereira/Albino (Renault 5 Turbo), 1507,7;
10º P. Grosso/Cordeiro (Ford Escort), 1533,8.








Poderá ver fotos deste evento, na sua dupla passagem pelo concelho de Oliveira do Hospital, na nossa página do facebook em https://www.facebook.com/media/set/?set=a.173731126046407.45518.100002285625640&type=3 ou entao nos sites http://www.ralisonline.net/ ou http://www.fotoslente.com/ da autoria de Nuno Dinis Photos




NUNO DINIS

AUTODROMO INTERNACIONAL DO ALGARVE



CAMPEONATO MUNDO SUPERBIKE


O Campeonato do Mundo de Superbike foi a prova que em 2008 inaugurou o AIA e desde então tem sido presença assídua no calendário. Em 2011 não será excepção, porém, contrariamente ao que aconteceu o ano passado, a prova de Portimão encerrará a temporada o que se antevê de primordial importância pois será nessa altura que se vão decidir os títulos mundiais.

 Na categoria de Supersport estará a correr a equipa da casa, a Parkalgar Honda, que este ano assume a luta ao título com três pilotos em pista: Miguel Praia, Sam Lowes e James Ellison.


Para mais informações sobre a promoção e bilhetes de 1 dia contacte catarinaazevedo@parkalgar.com  ou 927982772.
Os bilhetes apenas estarão disponíveis para levantamento na Loja a partir de Outubro’11.


NUNO DINIS

TEAM VODAFONE BP ULTIMATE




Vodafone BP Ultimate Team em busca do título em Jerez!




O Vodafone BP Ultimate Team enfrenta, este fim de semana, a derradeira prova do Iberian Supercars Trophy, numa jornada disputada no Circuito de Jerez e integrada no Campeonato de Espanha Iber GT.

Tendo vencido 6 das 10 corridas disputadas até ao momento, José Pedro Fontes e Miguel Barbosa encaram a 2ª visita da temporada a Espanha com grande motivação e determinados a vencer a competição ibérica que, ao longo de toda a temporada, foi dominada pela dupla do SLS GT3.

Segundo José Pedro Fontes “assumimos como nossa prioridade desportiva desde o início da temporada a conquista do Iberian Supercars Trophy. É muito motivador partir para esta última prova na liderança, estando confiantes que teremos condições de garantir a vitória. O facto de ser o quarto circuito diferente este ano é um aliciante extra, tal como será, mais uma vez, ter como adversários os pilotos do Campeonato de Espanha Iber GT.”

Elemento chave para a conquista do título será também Miguel Barbosa, ele que assume “que encaramos esta jornada decisiva determinados em oferecer este título a todos os que acreditaram no nosso projecto. Depois de termos dominado ao longo de toda a temporada, estamos muito motivados e concentrados em alcançar a vitória.

O programa do Circuito de Jerez iniciará às 9h00 de Sábado com a primeira sessão de treinos livres, terminando no Domingo pelas 14h20, depois de realizadas as duas corridas de 50m agendadas para as 10h30 e 13h30.
 
 
 
NUNO DINIS

RALLYE DE PORTUGAL HISTÓRICO 2011




Domínio dos pilotos belgas




O calor foi nota dominante do terceiro dia do Rally de Portugal Histórico, numa etapa com início e final em Viseu, e que levou os concorrentes até à região do Douro Vinhateiro, antes da neutralização em Lamego, para depois visitarem zonas com grande história na prova, como a classificativa da Freita, noutra fase extremamente exigente em termos competitivos.

Largando de Viseu na liderança da classificação, Luís Pereira não foi feliz no arranque da etapa e perdeu bastante tempo na especial de Queimadela, situação agravada por problemas de transmissão no Renault 5 Turbo que obrigaram o piloto a baixar a cadência e a ceder terreno para os seus mais directos adversários, vendo-se afastado do comando do rali.

A partir deste momento, os melhores pilotos belgas tomaram conta das operações em termos de classificação, aproveitando a vantagem de que já dispunham, apesar de não terem sido os mais regulares nesta fase do rali. Aliás, foi curioso verificar a diversidade de equipas que venceram as diferentes especiais, entre as quais as melhores portuguesas, que tentavam a todo o custo reduzir a sua desvantagem face aos três primeiros da geral.

O mais eficaz nesta fase da prova acabou por ser Raymond Horgnies, que acabou por subir do quarto lugar até primeiro posto depois da prova de Montemuro, ainda que a sua vantagem sobre Jose Lareppe fosse de apenas 2,4 pontos. Já Daniel Reuter tinha perdido um lugar desde Viseu, ocupando agora o derradeiro posto de um pódio provisório, a 12,3 pontos do líder.

Na quarta posição surgia o melhor piloto nacional, Paulo Marques, à frente de Luís Pereira, que baixara para a quinta posição provisória e era agora pressionado por Fernando Cordeiro, num despique bastante curioso pela posição de melhor português.



Classificação geral após Montemuro:

1º Horgnies/Hayez (Porsche 911), 205,2 pontos;
2º Lareppe/Lambert (Opel Kadett GTE/, 207,6;
3º Reuter/Vandevorst (Porsche 914/6), 217,5; 3º
4º Marques/Martins (BMW 1600), 226,9;
5º Pereira/Albino (Renault 5 Turbo), 249,2;
6º Cordeiro/Martins (Alfa Romeo 2000 GTV), 283,7;
7º Delhez/Gully (Ford Escort), 323,8;
8º Villalba/Andreu (Porsche 911), 427,6;
9º Melim/Alves (Alfa Romeo 2000 GTV), 501,6;
10º Otegui/Otegui (Audi Quattro), 510,7.







NUNO DINIS



RALLYE DE PORTUGAL HISTÓRICO 2011



Tudo em aberto depois de jornada duríssima



A derradeira fase da segunda etapa revelou-se bastante demolidora, com o cansaço a fazer-se sentir de forma evidente nas mecânicas e nos pilotos, até porque a sequência de especiais era bastante exigente, com uma média de extensão bastante elevada.
O reinício competitivo era feito nos mais de 20 quilómetros da prova de Agadão, com João Mexia Leitão a conseguir finalmente mostrar-se nesta prova e a ser o menos penalizado, à frente do comandante da competição, Luís Pereira. A demonstrar a grande luta que se travava pelos lugares da frente, o belga Raymond Horgnies e Luís Pereira ficaram ex-aequo na primeira posição na especial do Caramulo, prova em que Fernando Cordeiro assinou o seu melhor registo, com a terceira pontuação.
Na especial de Campia a prova perdia um dos seus animadores, com José Grosso a abandonar, devido a problemas de motor no seu BMW, ficando o vencedor da edição de 2008 impedido de repetir um excelente resultado na prova. Deste feita, Jose Lareppe foi o mais rápido, mas as diferenças entre os primeiros voltou a ser muito escassa.
A etapa aproximava-se do final e a 13ª especial - Préstimo - foi mesmo de azar para vários pilotos. Desde logo para João Mexia Leitão, que saiu da estrada com o seu Porsche, mas felizmente sem consequências físicas para a equipa. Simel Martins, que vinha a fazer uma excelente prova, desistiu também com problemas mecânicos no seu BMW, enquanto o melhor piloto francês até à altura - Philippe Fuchey - abandonava igualmente, com problemas de motor.
Luís Pereira defendeu muito bem a sua liderança, enquanto o belga Daniel Reuter fez um final de etapa sensacional, conseguindo mesmo ultrapassar o seu colega Lareppe na geral, mas deixando tudo em aberto para o terceiro dia de prova.
A terceira etapa tem partida e chegada a Viseu, com uma extensão total de 593,2 km e nada menos do que 15 especiais - três das quais nocturnas - num total de 231,4 km, com duas neutralizações, uma em Lamego e outra no Golfe Montebelo.



Classificação geral após a 2ª etapa:

 1º Pereira/Albino (Renault 5 Turbo), 99,8 pontos;
2º Reuter/Vandevorst (Porsche 914/6), 102,7;
3º Lareppe/Lambert (Opel Kadett GTE/, 107,9;
4º Horgnies/Hayez (Porsche 911), 114,5;
5º Marques/Martins (BMW 1600), 120,9;
6º Cordeiro/Martins (Alfa Romeo 2000 GTV), 146, 2;
7º Delhez/Gully (Ford Escort), 189,8;
8º Alves/Abecasis (Renault 12 Gordini), 206,4;
9º P. Grosso/Cordeiro (Ford Escort), 242,6;
10º Alcazar/Alcazar (Mercedes Benz 450), 243,4.







NUNO DINIS

RALLYE DE PORTUGAL HISTÓRICO 2011




Luís Pereira era o novo líder na neutralização da Curia



Luís Pereira, em Renault 5 Turbo, era o novo líder desta sexta edição do Rally de Portugal Histórico à chegada da neutralização na Curia, cumpridas as primeiras cinco especiais deste segundo dia de competição.
A segunda etapa, que levou os concorrentes da Figueira da Foz até Viseu, numa distância de 486,24 km, começou da melhor forma para Paulo Marques (BMW 1600), o menos penalizado no troço de Ribeira d'Alge, logo seguido por Jose Lareppe (Opel Kadett GTE) e José Grosso (BMW 2002), os dois primeiros da geral, ainda que por ordem inversa.
Já em Figueiró, no sempre belo cenário da barragem, seria o belga Daniel Reuter (Porsche 914/6) o mais regular, conseguindo o seu primeiro de grande evidência na prova, enquanto o seu compatriota Lareppe diminuiu a sua desvantagem para o líder da prova - José Grosso - ao impor-se na prova de Avelar.
No entanto, seriam as duas últimas especiais desta fase da prova - Campelo e Lousã - a alterar um pouco a situação, pois os melhores classificados acabaram por perder bastante terreno, permitindo a Luís Pereira, muito regular nesta fase do rali, ascender à primeira posição, ainda que por quatro escassos décimos de segundo, e isto apesar de alguma dificuldade que a equipa conheceu com a calibragem do seu equipamento que, no entanto, não afectou a sua performance.
José Lareppe manteve a segunda posição, enquanto José Grosso caiu para a terceira posição, depois de uma prestação menos positiva nestas duas especiais. Já o belga Raymond Horgnies, vencedor da edição de 2009, ascendeu à quarta posição, à frente do italiano Carlo Fiorito, uma das boas confirmações da edição deste ano.



Classificação geral após 8 especiais:

1º Pereira/Albino (Renault 5 Turbo), 50,5 pontos;
2º Lareppe/Lambert (Opel Kadett GTE/, 50,9;
3º Grosso/Sismeiro (BWM 2002), 53,0;
4º Horgnies/Hayez (Porsche 911), 57,5;
5º Fiorito/Calegari (Porsche Carrera), 59,2; 6
º Marques/Martins (BMW 1600), 59,7;
 7º Fernandez/Foj (Porsche 911 SC), 79,3;
8º Bevilacqua/Berardo (Datsun 1600 SSS), 81,4;
9º Antunes/Serôdio (Audi Quattro), 81,6;
10º Villalba/Andreu (Porsche 911), 84,1.








NUNO DINIS

RALLYE LOULE-CASINOS DE VILAMOURA



"Gostei bastante da oportunidade"


Vencedor do concurso "Bravos em Acção", que decorrem em Castelo Branco, Tiago Pedro estreou-se no Rali de Loulé/Casino de Vilamoura nos ralis, inserido no Troféu FastBravo conduzindo um Seat Marbella.
Com experiência em karting, Tiago Pedro, que tinha ao seu lado Diogo Correia, partiu essencialmente centrado em terminar a prova, que se previa muito dura.
Como nos salienta Tiago Pedro “Foi o meu primeiro rali, arranquei apenas com a expectativa de terminar a prova e desfrutar desta primeira participação nos ralis. Estava tudo a correr bem, estávamos a andar num bom ritmo e sem cometer quaisquer erros. Na terceira especial e quando o nada o previa, o carro começou a debater-se com problemas de motor, e apesar de termos conseguido chegar com o carro até à assistência, fomos obrigados desistir".
Com a primeira PEC a ser neutralizada, o rali começou para a dupla apenas na segunda especial, com este a impor um bom andamento. Na terceira voltaram a imprimir um bom ritmo, mas a meio da especial o Seat começou a debater-se com problemas de motor e a dupla foi perdendo algum tempo, mas tentando levar o carro até à assistência. Apesar do feito, foi impossível solucionar o problema, sendo obrigados a desistir e terminar assim mais cedo este primeiro contacto com os ralis.
Ainda assim "o balanço é positivo, gostei bastante da oportunidade e a vontade é de um dia poder voltar” conclui Tiago Pedro.



Daniel Nunes: Sem sorte


O Campeonato Open de Ralis, Júnior e ainda Regional Sul, teve no passado domingo mais uma jornada pontuável para os respectivos campeonatos, em mais uma edição do Rallye de Loulé Casinos de Vilamoura.
A prova acabou por não terminar da melhor forma para a equipa Daniel Nunes e Fernando Miguel que mais uma vez viram o azar bater-lhes à porta e serem obrigados a desistir com problemas mecânicos.
Como nos salienta o Campeão em Titulo do Campeonato Júnior "Estávamos a fazer uma excelente prova, com um ritmo certo, sem qualquer pressão quanto a resultados, rodando nos três primeiros.
Contudo na terceira PEC, a caixa de velocidades cedeu sem razões para tal, pois era nova, com apenas cerca de 100 km rodados. Vamos tentar analisar bem o problema para chegarmos a uma conclusão e tentar perceber as razões destes azares mecânicos. Foi pena, pois estávamos mesmo empenhados num bom resultado, sem exageros e era o rumo certo para um brilhante resultado. No momento estamos também já a estudar a possibilidade de evoluir para um outro carro, já a pensar em 2012".
A equipa apoiada por ENI que Comercializa Gasolina e Lubrificantes de Competição, Kumho Tyres, Autocenter, Rodinunes Reboques, X2 advertising, Estufas de Pintura Fernando Pereira e Irmão e Expopneu, Daniel Nunes e Fernando Miguel, prosseguem com a realização do Rali de Monção em Novembro.


 
 
Gil Antunes: Prova curta

Acabou demasiado cedo a prova para um dos favoritos à vitória no Rallye de Loulé, no que diz ao Desafio ModelStand, que juntamente com o Open de Ralis prosseguiu neste passado fim-de-semana.
Gil Antunes e Ricardo Domingos eram umas das principais equipas apontadas como as mais fortes para triunfar num rali que se adivinhava mais uma vez bastante disputado.
A dupla do Peugeot 206 Gti, partiu para o primeiro troço centrado nos objectivos delineados para a prova que era vencer. Num tipo de traçado e piso que o piloto de Sintra se adapta bem, o piloto entrou com um ritmo forte de forma a atacar desde cedo o primeiro lugar.
Como nos salienta Gil Antunes “tínhamos apostado forte no primeiro troço, pois era o que estava em boas condições de piso e assim nos outros troços, bem mais duros, poupávamos a mecânica do carro com um andamento mais cauteloso. Tudo estava a correr bem, estávamos a andar muito bem e sempre com uma boa margem de segurança. Contudo numa zona entre árvores, entramos numa nuvem de pó e entrei demasiado depressa numa curva, demos um toque numa pedra, e acabamos por sair de estrada”.
Com isto a dupla teve que terminar a sua prova por ali, até porque Ricardo domingos, por precaução foi levado para o centro hospitalar, mas tudo não passou mesmo de um susto e ambos estão bem.
Gil Antunes adianta ainda que “fiquei triste com esta desistência, pois penso que iríamos fazer aqui uma excelente prova. Contudo são contingências normais dos ralis e no momento estamos já a preparar tudo para no Rali de Monção voltar já aos triunfos!”
O Piloto de Sintra está ainda na luta pela vitória no troféu, pelo que as próximas provas do Desafio ModelStand, serão mais uma vez o principal foco de interesse no Open de Ralis.

 
 
 
Rui Garcia: Desistência inglória

O Rali de Loulé/Casino de Vilamoura não teve o desfecho esperado para o Team Beta, com a dupla Rui Garcia e Luís Sá a serem obrigados a desistir já nos quilómetros finais da prova, quando ocupavam o segundo lugar da classificação do Troféu Fastbravo.
Com a previsível dureza dos pisos a ser confirmada nos reconhecimentos, a prova foi encarada com cuidados redobrados para tentar ultrapassar todas as armadilhas do percurso. Conforme refere Rui Garcia, "Começamos o rali com uma toada cautelosa, para tentar evitar furos e poupar a mecânica porque sabíamos que ia ser uma prova bastante dura. Mantivemo-nos sempre nos lugares da frente e entramos para o último troço no segundo lugar da classificação reservada aos Seat Marbella, resultado que apesar de não ser o ideal nos mantinha na luta pelo troféu.
Mas infelizmente não tivemos a sorte do nosso lado e a cerca de 5 quilómetros do final da classificativa partiu-se uma pequena peça no distribuidor que nos impediu de concluirmos a prova. Ainda tentamos uma reparação de recurso para tentarmos atingir o final em Vilamoura, mas foi de todo impossível prosseguirmos."
Após esta prova a dupla do Team Beta ficou afastada da possibilidade de alcançar o primeiro lugar no troféu, mas estará presente na próxima prova com toda a motivação para tentar alcançar um resultado de relevo. "Ficamos afastados da luta pelo primeiro lugar, mas vamos para o último rali com o objectivo de alcançarmos a segunda posição final na edição 2011 do Troféu Fastbravo e se possível finalizar a época com uma vitória. Também estamos bem classificados no Campeonato Júnior de Ralis e estamos confiantes de que poderemos obter um lugar entre os três primeiros classificados ", concluiu Rui Garcia.
O Troféu Fastbravo terá a sua última prova do ano no Rali de Monção, que será disputado no dia 6 de Novembro.

 
 
SFR: Campeã no Open


O Rallye de Loulé/Casino de Vilamoura acabou por marcar a consagração da equipa SFR Motorsport, que na prova em pisos de terra, assegurou o segundo título da época, tornando-se nos novos Campeões absolutos do Open de Ralis, com a dupla António Rodrigues e Jorge Carvalho.
A dupla do Peugeot 206 Gti partiu para o rali, consciente de que era necessário fazer uma prova com muitas cautelas, até porque o estado dos pisos era duro, e era necessário terminar o rali para assegurar já o campeonato. Mais uma vez fizeram uma excelente prova, acabando na sétima posição da geral, primeiro entre os carros de apenas duas rodas motrizes. Com este resultado, o piloto junta o titulo absoluto, ao titulo da Categoria 1, que tinha sido também já garantido.
Em Loulé a SFR Motorsport também se destacou com Manuel Inácio e Fábio Vasques, já que a dupla do Peugeot 206 Gti, acabou por assegurar o segundo lugar entre os concorrentes do ModelStand.
Nesta competição monomarca Salvador Gonzaga e Paulo Lopes, acabaram por completar objectivo de terminar a prova, mas o resultado sabe a pouco, até porque durante os troços iniciais impuseram um bom ritmo. Nas segundas passagens o carro ficou algo inguiavel a dupla foi perdendo algum tempo, descendo ao sexto lugar.
De fora ficou a dupla Gil Antunes e Ricardo Domingos. Apostados em fazer um bom resultado, a dupla entrou com um ritmo forte, mas logo na primeira PEC, numa zona entre árvores, entraram numa nuvem de pó e entrou demasiado depressa numa curva, deram um toque numa pedra, e acabaram por sair de estrada, sendo obrigado a desistir.



Sérgio Vaz: Objectivo alcançado

A zona Sul do país, mais propriamente a cidade de Loulé foi palco de mais uma ronda do Campeonato Open de Ralis e do troféu Fastbravo.
A prova em pisos de terra contou com a dupla Sérgio Vaz e Rufino silva, inscritos com o seu habitual Seat Marbella.
Para a equipa de Torres Vedras, os objectivos delineados pela equipa acabaram por correr na perfeição com a dupla a ascender ao segundo lugar do Troféu FastBravo.
Como nos Refere Sérgio Vaz, “fizemos aquilo que tínhamos delineado para a prova. Rodar com bastante cautelas, gerir bem a mecânica do carro e esperar pelo final do rali que era muito duro e demolidor para as mecânicas dos Marbellas.
Ainda assim não tivemos uma prova fácil, já que voltamos a furar e voltamos a perder bastante tempo. Conseguimos nos manter na luta pelo pódio, e conseguimos na última especial ascender ao segundo lugar final, o que nos deixou bastante satisfeitos e acaba por ser uma excelente colheita para as contas do Troféu”.
Sérgio Vaz e Rufino Silva foram assim no Rallye de Loulé/Casino de Vilamoura os segundos classificados no Troféu FastBravo, 27o na classificação geral. A dupla prossegue com a realização do Rali de Monção no próximo mês.





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NUNO DINIS

CAMPEONATO OPEN DE RALLYES 2011




Vitória de Peres, título de Rodrigues




O Rali de Loulé teve todos os ingredientes de um filme de suspense, não só com indefinição quanto ao vencedor quase até final, e quanto ao título no Open de Ralis.... mas não só.

Fernando Peres teve um vitória muito complicada. O piloto do Porto andou muito rápido e nem dois furos em São Brás lhe tiraram motivação. Foi uma vitória "à Peres" com dedicatória especial ao Pai recente falecido.

Nem a desistência de Ricardo Teódosio, devido a problemas de diferencial após a 5ª especial, facilitou a vida a Peres, que só soube que o algarvio não tinha entrado para o último após terminar o rali!!! Mesmo assim, Teodósio valorizou, pela sua excelente prestaçãoo, a vitória de Peres, num grande rali entre duas certezas do nosso automobilismo.

Outro dos pilotos do rali foi António Rodrigues. O piloto apostou em fazer um rali para terminar, embora rápido, esperado pelos acontecimentos, que jogaram a seu favor. O 7º lugar é não só uma excelente classificação nesta prova, como lhe garante o título de Campeão do Open de Ralis de 2011 a duas provas do seu final.

Renato Pita, com uma nítida evolução nos pisos de terra, terminou no segundo lugar da prova. Não só foi um excelente resultado, como lhe permite estar no pódio do Open e, melhor ainda, começar a apresentar um ritmo competitivo neste tipo de pisos que não tinha.

Entre os habituais concorrentes do Regional Sul, Carlos Martins foi o melhor, obtendo ainda um magnifico e inesperado (mas muito justo) 3º lugar da geral.

Luís Mota, Márcio Marreiros e Pedro Leone lutaram pelo quarto lugar, num rali em que nem tudo correu bem para os pilotos do EVO.

Destaque ainda para as muitas desistências. João Correia e Gil Antunes por despiste logo no troço inaugural, João Ruivo por ter dado um toque e arrancado uma roda na 4ª Pec, Diogo Salvi que estava a fazer uma excelente prova, e Daniel Nunes que partiu a caixa de velocidade ainda o rali ia a meio quando tinha o 3º lugar quase garantido.

Na emocionante luta pelo Desafio Modelstand, e com as desistências de Antunes e Ruivo, Carlos Fernandes obteve um excelente vitória, pela qual estava a lutar abertamente, mesmo com o motor a perder óleo, reforçando ainda mais a liderança nesta competição no seu ano de estreia, obtendo a primeira vitória em terra.

Manuel Inácio, que regressa aos bons resultados, foi 2º no Desafio na frente de André Marques, enquanto Daniel Ribeiro desistia com problemas de motor.

Também interessante de seguir foi o Troféu fastbravo, com Diogo Gago a levar a melhor sobre Sérgio Vaz e Alexandre Durão.

COMANDANTES SUCESSIVOS
Fernando Peres (1ª e 2ª Pec); Ricardo Teodósio (3ª e 4ª Pec); Fernando Peres (5ª e 6ª Pec)

VENCEDORES DE TROÇOS
Fernando Peres (4); Ricardo Teodósio (2)



CLASSIFICAÇÃO FINAL

1º Fernando Peres / Filipe Fernandes – Mitsubishi Lancer Evo VII 46m14,9s
2º Renato Pita / José Janela – Mitsubishi Lancer Evo VII a 2m35,3s
3º Carlos Martins / Anibal Martins – Mitsubishi Lancer Evo VI 2m52,1s
4º Luís Mota / Alexandre Ramos – Mitsubishi Lancer Evo VII a 3m04,2s
5º Márcio Marreiros / Pedro Conde – Mitsubishi Lancer Evo VI a 3m09,9s
6º Pedro Leone / Bruno Ramos – Ford Escort Cosworth a 3m22,6s
7º António Rodrigues / Jorge Carvalho – Peugeot 206 GTi a 4m23,1s
8º Carlos Fernandes / Daniel Amaral – Peugeot 206 GTi a 4m43,3s


PILOTO DO RALI
Fernando Peres


MOMENTO DO RALI
Problemas no Evo de Teodósio no 5º troço


MENOS DO RALI
Dureza dos pisos




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NUNO DINIS

CAMPEONATO REGIONAL RALLYES - MADEIRA



O pleno de Vitor Sá




O Rali do Faial encerrou a temporada de 2011 do Campeonato da Madeira de Ralis, com Vitor Sá a obter a vitória.

Depois do titulo, Vitor Sá alcançou mais um objectivo (não declarado) para esta temporada, vencendo todas as provas do "regional" da Madeira, o que acontece pela segunda vez na sua carreira (a primeira foi em 2003). Refira-se que foi a vitória 75 de Sá no Regional de Madeira.

João Magalhães finalmente terminou um rali, ficando com o 2º lugar e encerrando a época da melhor forma com uma vitória no Grupo N.

Duarte Ramos também terminou em grande a sua primeira temporada com um 4x4, terminando no terceiro lugar, evidenciando mais uma vez a sua adaptação ao Lancer Evo IX.

Melhor duas rodas motrizes, Filipe Pires obteve também a melhor classificação da temporada, classificando no 4º lugar com o seu Citroen C2, ficando bem na frente de Nuno Freitas que ficou em 5º lugar também em Citroen C2.

Destaque para o despiste (capotanço) de Miguel Nunes, o primeiro na sua carreira, e também para a desistência de António Nunes, igualmente em Lancer EvoX, quando viu o turbo do seu carro partir.

Mesmo desistindo André Silva foi o novo Campeão Júnior, enquanto Francisco Tavares foi o primeiro campeão do Open na Madeira.


COMANDANTES SUCESSIVOS
Vitor Sá (1ª à 6ª Pec)

VENCEDORES DE TROÇOS
Vitor Sá (6)



CLASSIFICAÇÃO FINAL

1º Vitor Sá / Pedro Calado – Peugeot 207 S2000 41m04,0s
2º João Magalhães / Jorge Pereira – Mitsubishi Lancer Evo X a 1m22,8s
3º Duarte Ramos / Luís Ramos – Mitsubishi Lancer Evo IX a 2m22,6s
4º Filipe Pires / António Sousa – Citroen C2 a 3m28,3s
5º Nuno Freitas / Bruno Gouveia – Citroen C2 a 5m05,4s
6º Bruno fernandes / Mauro Sousa – Toyota Yaris a 5m56,9s
7º Rui Jorge / João Freitas – Mitsubishi Lancer Evo Ix a 7m26,0s
8º Alberto Pereira / João Freitas – Citroen C2 a 7m35,5s



PILOTO DO RALI
Vitor Sá


MOMENTO DO RALI
Domínio de Sá em todos os troços

MENOS DO RALI
Ausência de luta pela vitória




http://www.ralisonline.net/


NUNO DINIS

RALLYES

Ontem, ao ler o site do autosport.pt deparei-me com um excelente artigo sobre os rallyes....transcrevo em baixo o referido artigo....



"Rali Sprint ou 'endurance' no WRC?


Espetáculos de velocidade ou provas de resistência para pilotos e máquinas? Eis o grande dilema do momento no WRC. De longas e exigentes aventuras, os ralis transformaram-se nas últimas décadas em "corridas" de fim de semana, sendo essa a forma encontrada para compensar a escalada dos custos e facilitar o retorno mediático. Com a chegada de Jean Todt, a FIA parece disposta a inspirar-se nas grandes maratonas de outros tempos. Será um regresso aos anos de glória dos ralis, ou apenas um sonho com custos incomportáveis?

Por Nuno Branco


Perante uma imensidão de gente a aplaudir, o Talbot Sunbeam Lotus de Grupo 2, subia com visíveis sinais de cansaço, a rampa que assinalava a "llegada" da edição de 1981 do Rali da Argentina. Do carro número 2, saíam o piloto, Guy Frequelin, ainda com o fato de competição, e o seu navegador, envergando calças à boca de sino, Jean Todt de seu nome. Era o final de uma desgastante batalha com os pilotos da Datsun, Salonen e Mehta, travada durante cinco dias e ao longo de quase quatro mil quilómetros de caminhos esculpidos nas montanhas dos Andes. 14 horas e 22 minutos foi quanto a dupla de gauleses precisou para percorrer mais de mil e trezentos quilómetros de troços cronometrados, deixando o Violet de Shekhar e Yvonne Mehta a 38 minutos...

Jean Todt continua hoje a fazer dos automóveis a sua vida, e depois de uma bem sucedida carreira como diretor desportivo na Peugeot e na Ferrari, ocupa o cargo de presidente da FIA. Da sua cadeira, na praça da Concórdia em Paris, Todt abraçou a missão de olhar o presente e desenhar o futuro do desporto automóvel e, trinta anos passados sobre a vitória no país das Pampas, o pequeno francês parece inconformado com o rumo que a modalidade tomou de então para cá. Os ralis evoluíram dramaticamente, transformando-se em provas de "sprint", menos extensos, disputados num fim de semana, tornando-se para os pilotos num emprego das 9 às 5.

Longe vão os tempos das longas provas de resistência, corridas em vários dias e noites, onde os concorrentes visitavam os locais mais inóspitos, preocupando-se em andar depressa, mas sobretudo, em gerir o seu esforço e o do carro, de modo a assegurar que chegavam ao fim.

As provas de estrada continuam ainda a suscitar o entusiasmo do público e dos media, mas perderam nos últimos anos, muita da essência que fazia de um rali, uma autêntica aventura, em que piloto e navegador partiam para cada classificativa, entregues a si mesmos, temendo as armadilhas que os esperavam.


Uma maratona chamada "Safari"


O rali Safari é uma espécie de montra dos ralis à moda antiga e a grande referência dos "ralis-maratona". Embora estivesse sempre associada ao Quénia, a verdade é que, durante vários anos, a prova africana foi mais abrangente, visitando países vizinhos como a Tanzânia e o Uganda. Durante cinco dias, os pilotos partiam de Nairobi, enfrentando mais de cinco mil quilómetros, em caminhos de terra abertos ao trânsito local. Os carros eram especialmente preparados, com suspensões elevadas, respiração extra para a travessia dos rios, maior capacidade para combustível e proteção reforçada, incluindo barras frontais para prevenir danos irreparáveis em caso de atropelamento de animais. Na nossa memória, permanecerão as imagens dos concorrentes desafiando os perigos da savana, com o monte Kilimanjaro em fundo e perante o olhar atento dos Masai. Do manancial de histórias memoráveis que ilustram a aventura que representava a participação no Safari, há um conhecido episódio ocorrido numa das edições do final da década de 80, quando o piloto local Vic Preston Jr. foi obrigado a parar durante a noite, a meio de um setor cronometrado. A assistência chegou pouco depois, dedicando-se durante algumas horas a reparar o Nissan 200 SX. Quando os primeiros raios de claridade apareceram no horizonte, foi com enorme "surpresa" que os mecânicos constataram que, a seu lado, dormia tranquilamente uma alcateia de leões...

O Safari deixou o WRC em 2002, quando a organização enfrentou sérios problemas financeiros, mas a verdade é que, mesmo sofrendo evoluções - nos últimos anos, já contava apenas com 2000 quilómetros de extensão - dificilmente a prova resistiria ao figurino atual do campeonato.

Dez anos antes, também a Costa do Marfim dizia adeus ao Mundial de Ralis. Integrando a competição desde 1978, o rali tinha uma extensão semelhante à do Safari, mas era possível detetar diferenças na atmosfera envolvente. Máquinas e pilotos eram postos à prova em longos setores cronometrados, percorrendo infindáveis retas desenhadas na densa vegetação. De Abidjan a Yamoussoukro, a prova atravessava inúmeras aldeias, para grande alegria das crianças que recebiam com entusiasmo o colorido da caravana do rali.

Marrocos foi outro dos destinos africanos do Mundial, integrando o calendário logo no ano da criação do campeonato, em 1973. Os concorrentes tinham pela frente um traçado bem ao estilo de uma prova de Todo Terreno dos nossos dias. Cinco mil quilómetros de paisagens áridas, dos quais mais de mil contra o relógio, tornavam esta maratona numa das mais difíceis provas de resistência da época. Em 1976, ano da última visita do WRC a estas paragens, um dos setores cronometrados tinha nada menos que 776 quilómetros, necessitando o mais rápido, Simo Lampinen , em Peugeot 504, de mais de 9 horas para o percorrer!

O mais longo

As provas que ainda integram o Campeonato do Mundo foram, também elas, alvo de radicais transformações. O Rali da Nova Zelândia é disso exemplo. No ano de estreia, em 1977, totalizava mais de dois mil quilómetros de classificativas e quase outro tanto de ligações. Fulvio Bacchelli, demorou mais de 24 horas a percorrer as 74 Provas de Classificação, levando o Fiat 131 Abarth à vitória depois de um animado duelo com Ari Vatanen, em Ford Escort RS. Este foi, até hoje, o rali com maior duração e dificilmente este máximo será batido no futuro. Em 2010, o vencedor Jari-Matti Latvala não precisou mais do que quatro horas para cumprir os 396 quilómetros distribuídos ao longo de apenas 21 troços cronometrados.

Atualmente, o Rali da Acrópole desenrola-se à volta de Loutraki, e os pilotos medem forças em apenas 348 quilómetros, sensivelmente metade daqueles que compunham o evento nas décadas de 70 e 80. Após a partida em Atenas, os concorrentes dirigiam-se para norte, enfrentando a dureza de um autêntico Safari europeu. Já na região de Kalambaka, percorria-se a classificativa "Meteora", uma das mais fotogénicas do álbum de memórias dos ralis, com os seus mosteiros construídos em cima de colossais rochedos. Depois de rumar novamente a Sul, um navio transportava os sobreviventes de volta para Atenas onde os aguardava a merecida consagração.


A grande mudança


A evolução é um dos paradigmas da humanidade e os ralis não fogem a este princípio, tendo sido alvo de importantes transformações a partir do final dos anos 80. Já nos anos 90, com a chegada de um novo promotor, a ISC, a modalidade conheceu as mudanças mais radicais da sua história. Cada prova passou a durar apenas 3 dias, com aproximadamente 300 quilómetros cronometrados divididos em menos de uma dezena de classificativas que se disputam duas vezes. E a meio da tarde, já as equipas estão de volta ao único parque de assistência do rali, dando por terminada a jornada. Foi esta a fórmula encontrada para minimizar os custos logísticos, contrapondo assim com os avultados investimentos das equipas no desenvolvimento tecnológico dos seus carros. Ao mesmo tempo, a desejada cobertura televisiva sairia facilitada.

Talvez não existissem grandes alternativas para garantir a vitalidade deste desporto e atrair os construtores, mas é inegável que os ralis alienaram muita da sua alma. Perdeu-se a vertente da descoberta e do desafio que constituía cada etapa do WRC. Jean Todt percebeu isso mesmo e, com a ajuda de Michéle Mouton, parece estar disposto liberalizar as regras, de modo a recuperar a essência dos ralis e com isso, um maior mediatismo e entusiasmo dos espectadores.

O regresso das provas com piso misto, a inclusão do Monte Carlo no calendário de 2012, com visita obrigatória às regiões míticas da prova, e os planos dos organizadores argentinos para a criação de um longo rali com seis dias, parecem ir de encontro aos desejos do presidente da FIA, mas é fundamental esperar pela posição dos construtores perante a perspetiva de ver os seus custos dispararem dramaticamente.

Tudo dependerá da cobertura televisiva que a North One proporcionar, mas considerando que dificilmente chegará aos níveis do IRC, anteveem-se reações por parte das marcas envolvidas. Sem dúvida que o Monte Carlo trará mais publicidade ao Mundial, mas sem a cobertura a que estamos habituados a ver no Eurosport, dificilmente compensará a avultada fatura que as equipas pagarão para percorrer o Burzet ou o Turini.

Para já, apenas se sabe que Ford e Citroen ficaram, no mínimo, apreensivas, quando foi anunciada a estrutura do Rali da Grã-Bretanha deste ano, percorrendo todo o País de Gales. Que impacto sofrerão os orçamentos das equipas, se este conceito se generalizar? Os seus carros, construídos com base num perfil de provas mais compacto, estarão preparados para eventos de maior extensão? O custo que advirá do cumprimento de longas ligações será mesmo necessário?

E se estas mesmas ligações forem feitas em transporte coletivo, a exemplo do que se passou este ano, no Rali de Portugal, entre o Algarve e Lisboa, não significará esta hipótese um inquietante acréscimo de dores de cabeça para equipas e organizadores? Para já, existe apenas um conjunto de questões sem resposta, sendo natural que corra ainda muita tinta até se vislumbrar que futuro nos reserva o WRC. Até lá, os apaixonados pelas provas de estrada não deixarão a sonhar com o regresso aos gloriosos anos em que os ralis eram acima de tudo uma prova de resistência para pilotos e navegadores, mecânicas e mecânicos e, no final, a coroa de louros promovia atletas a heróis...



A grande maratona

É considerada a rainha das maratonas até hoje disputadas. A Maratona Londres-México foi também designada "World Cup Rally", uma vez que fora organizada para ligar Londres, local da final do Mundial de Futebol de 1966, à Cidade do México, palco da final de 1970. Com o patrocínio do jornal britânico Daily Mirror, a prova partiu do estádio do Wembley, na capital inglesa, a 19 de Abril de 1970, percorrendo vários países da Europa central até chegar à Península Ibérica. Em Portugal, os concorrentes cumpriram um setor cronometrado em Arganil, rumando depois a Lisboa, onde embarcaram para o Rio de Janeiro. Já no outro lado do Atlântico, os sobreviventes tinham ainda pela frente longas etapas em países como Uruguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Colômbia, Panamá, Costa Rica e, finalmente, o México. No dia 27 de Maio, Hannu Mikkola e o seu navegador Gunnar Palm foram os primeiros a chegar ao Estádio Azteca, saboreando o champanhe em cima do capot do Ford Escort MKI, depois de cumpridos os 25 mil quilómetros do percurso!


O velho Rali de Portugal

Com a possibilidade de os ralis do WRC virem a ter um itinerário mais longo sem estar delimitado a um curto raio em redor de um Parque de Assistência, é natural que os mais saudosistas questionem se será esta a oportunidade que o ACP necessita para levar de novo o Rali de Portugal às terras e às gentes do norte do país. Não restam dúvidas que foram locais como Fafe, Cabreira, Arganil, Viseu ou Lousã que contribuíram para que Portugal conquistasse a fama e o reconhecimento da gente dos ralis, tendo recebido por seis vezes o título de melhor rali do mundo. No entanto, enquanto integrar o Campeonato do Mundo, será pouco provável que o seu figurino mude radicalmente.

O exigente caderno de encargos da FIA está a ser exemplarmente respondido pela equipa de Carlos Barbosa e Pedro de Almeida, e uma mudança significativa na estrutura da prova poderia por em causa o sucesso organizativo que é, neste momento, considerado uma referência no seio da Federação Internacional. A organização tem procurado levar o espetáculo a outras paragens, como o Porto Road Show em 2010 e a Super-Especial de Lisboa em 2011. Com base neste espírito, não seria de admirar que futuras edições viessem a integrar uma Super-Especial de abertura em algum dos locais míticos que marcaram a história do Rali. Se os ralis que atravessam mais do que um país, como é o caso do "Suécia/Noruega" ou o possível "Argentina/Uruguai/Brasil", for o caminho a seguir no futuro, então, aí sim, é possível que os ralis do Mundial sofram importantes alterações no seu traçado."







NUNO DINIS


RALLYE DE PORTUGAL HISTÓRICO 2011



NA CHEGADA AO CASINO FIGUEIRA




José Grosso lidera após o primeiro dia



Com a totalidade dos inscritos a marcar presença nas verificações técnicas, foram 84 equipas a largar dos jardins do Casino Estoril para a primeira etapa do Rally de Portugal Histórico, uma espécie de aperitivo numa ligação com final na Figueira da Foz, e com três classificativas no programa.

Ainda as hostilidades não tinham começado e já a prova registava a primeira baixa, com o VW 1500S da norueguesa Ingrid Moe a não conseguir chegar à Lagoa Azul. A primeira prova desenrolou-se na zona de Alcabideche e permitiu a José Luis Nunes (Alfa Romeo 2000 GTV) ser o primeiro comandante da prova, penalizando apenas 1,5 pontos, ficando à frente de Simel Martins (BMW 2002) por uma escassa décima, enquanto o espanhol Jose Fernandez (Porsche 911) chamava a si o terceiro registo.

Na segunda dificuldade do dia, no Livramento, Luís Pereira foi o menos penalizado no seu Renault 5 Turbo, assumindo provisoriamente o comando da classificação, enquanto José Grosso pulava de imediato para os lugares da frente, aos comandos do seu BMW 2002, à frente de um excelente Rui Bevilacqua, com o seu Datsun 1600 SSS a fazer excelentes tempos nesta fase da prova. José Luís Nunes caiu para a quarta posição, à frente do belga Jose Lareppe, este à procura do seu primeiro triunfo na prova portuguesa.

A situação voltaria a alterar-se com a última prova do dia, no Kartódromo do Bombarral, pois com uma excelente actuação nas três voltas à pista, José Grosso foi o menos penalizado, chegando ao Casino Figueira na primeira posição: «Isto já parece ser um hábito, mas nem tudo acabou por correr bem, pois tenho o depósito de gasolina roto - que, para mais, está atestado! - situação que ainda terei de resolver antes da partida para o segundo dia», declarou no final o piloto de Leiria.

Na segunda posição encontra-se Jose Lareppe, a 5,2 pontos do comandante, enquanto Luís Pereira é terceiro, a 6,8 pontos, ou seja, diferenças ainda muito escassas mas que deixam entender que os grandes favoritos já se encontram nas primeiras posições, deixando antever luta muito interessante entre si para o segundo dia de prova, que levará os concorrentes até Viseu, numa extensão de 486,24 km, ao longo dos quais serão disputadas 11 especiais na distância total de 177,12 km, com uma neutralização pelas 13h30 na Curia, e a realização de uma prova de regularidade por sectores na Avenida Europa, em Viseu, pelas 19h00.



Classificação no final da 1ª etapa:

1º Grosso/Sismeiro (BWM 2002), 5,3 pontos;
2º Lareppe/Lambert (Opel Kadett GTE/, 10,5;
3º Pereira/Albino (Renault 5 Turbo), 12,1;
4º Martins/Fernandes (BMW 2002), 14,7;
5º Bevilacqua/Berardo (Datsun 1600 SSS), 14,8;
6º Nunes/Marques (Alfa Romeo 2000 GTV), 15,5;
7º Villalba/Andreu (Porsche 911), 15,6;
8º Fernandez/Foj (Porsche 911 SC), 16,0;
9º Leitão/Machado (Porsche 911), 17,6;
10º Antunes/Botequilha (Audi Quattro), 18,2.






NUNO DINIS

CLUBE ESCAPE LIVRE



PROGRAMA


Dia 21 de Outubro – Sexta-feira

15:00 / 20:00H - Unhais da Serra – H2OTEL – disponibilidade de hotel e utilização gratuita do ginásio e Aqualudic (piscinas, jacuzzi, circuito celta com sauna, banho turco Hamman e duche de contrastes)

17:00 H - Abertura do Secretariado - Início da distribuição de material aos participantes e comunicação social

19:30 H - Explicações sobre leitura de Road-Book e informações todo o terreno para participantes que se estreiam no BMW X Experience

20:00/21:30 H - H2OTEL- Jantar de Boas Vindas

22.00 H - 1ª Etapa – Percurso nocturno

23:30 H - Fim da 1ª Etapa

- Encerramento do Secretariado- Alojamento no H2OTEL



Dia 22 de Outubro – Sábado

08:30 H - H2OTEL – Saída do participante Nº 1 para a 2ª Etapa

- Visita à aldeia do Piódão

13:00 H - Lousã - Final da 1ª Secção da 2ª Etapa

13:15 H - Lousã – Almoço no Hotel Meliá Palácio da Lousã

15:15 H - Início da 2ª Secção

- Passagem no Castelo de Penela
- Visita às ruínas de Conímbriga

18:30 H - Montemor-o-Velho

19:00 H - Figueira da Foz - Hotel Mercure – Final da 2ª Etapa

21:15 H - Casino da Figueira da Foz

21:30 H - Casino da Figueira da Foz - Jantar e espectáculo



Dia 23 de Outubro – Domingo

10:00 H - Hotel Mercure – Saída do participante Nº1 para a 3ª Etapa

11:00 H - Montemor-o-Velho – Visita ao Castelo

13:00 H
13:30 H - Figueira da Foz - Hotel Mercure – Final da 3ª Etapa –

- Almoço e entrega de Troféus SPAL a todos os participantes








NUNO DINIS

ANTONIO NOGUEIRA




António Nogueira vencedor nos GT2 e H75 no Estoril




António Nogueira sagrou-se vencedor nos campeonatos e categorias em que participou, no Circuito ACME – 2, que teve lugar no Autódromo do Estoril. Com o Porsche 911 GT2, ganhou a categoria GT2 e, com o Ford Capri RS 3100, foi o primeiro entre os H75



António Nogueira participou em dois campeonatos bem diferentes, no Autódromo do Estoril: o Campeonato de Portugal de Circuitos (CPGT) e o Campeonato de Portugal de Clássicos de Circuitos (CPCC).

No primeiro, acabou a corrida que teve lugar de manhã no 4º lugar da classificação, garantindo em simultâneo o triunfo na categoria GT2. De tarde, a mecânica do Porsche 911 GT2 pregou-lhe uma partida, mas ainda conseguiu classificar-se a cinco voltas do vencedor, o que lhe permitiu saborear novo triunfo entre os GT2.

Nos Clássicos, conseguiu acabar a corrida matinal em 2º lugar, mesmo queixando-se de que o Ford Capri RS 3100 fugia muito de traseira, por causa de óleo que encharcava um das rodas, vencendo os Históricos 75 (H75). De tarde, logo na primeira volta, quando estava na frente da corrida, um parafuso de suporte do acelerador quebrado levou-o a um prematuro e amargo abandono, quando mais um triunfo nos H75 parecia estar ao seu alcance.

Mesmo assim, o balanço foi, uma vez mais, bastante positivo: quatro corridas, três vitórias na categoria e uma subida ao pódio na classificação geral no CPCC.




NUNO DINIS

TEAM VODAFONE BP ULTIMATE



Vodafone BP Ultimate Team reforça liderança!


Correu da melhor forma a estreia do Mercedes SLS GT3 do Vodafone BP Ultimate Team no Circuito do Estoril. Alcançando uma brilhante vitória na primeira corrida e um saboroso 2º posto na derradeira prova do fim de semana, a dupla José Pedro Fontes e Miguel Barbosa ampliaram a vantagem na liderança do Iberian Supercars Trophy e Campeonato de Portugal de Circuitos. Depois do domínio absoluto da primeira corrida, para a qual a dupla partiu da primeira posição da grelha de partida, José Pedro Fontes e Miguel Barbosa voltaram a mostrar-se muito competitivos na segunda, mesmo sendo a equipa com o handicap mais desfarorável de todo o pelotão. O segundo lugar a apenas 9,698s dos primeiros é revelador do excelente ritmo imposto ao AMG.
 Segundo José Pedro Fontes, "o balanço que fazemos deste fim de semana é muito positivo. Cumprimos o objectivo de manter a liderança das duas competições, alcançamos uma vitória na primeira participação com este carro no Estoril, à qual poderemos acrescentar uma pole-position, o melhor crono numa corrida e ainda um segundo lugar. Sem dúvida que foi um excelente fim de semana, sendo uma justa recompensa para o trabalho de toda a equipa."
Satisfeito com o conjunto de resultados está também Miguel Barbosa que assume "ser mais um excelente passo na recta final deste Campeonato. Não tínhamos referências com este carro neste circuito o que, à partida, nos deixava algo reticentes. Conseguimos dominar claramente a primeira corrida e, na segunda, alcançamos o 2º posto mesmo partindo da 3ª posição e com um handicap superior aos nossos adversários. Falta apenas uma prova em cada competição para que seja encontrado um vencedor, sendo muito motivador para nós encará-las na liderança."




NUNO DINIS

BAJAPORTALEGRE 500



Taça do Mundo decide-se em Portalegre




Tudo se conjuga para que as "Bodas de Prata" da Baja Portalegre constituam mais uma edição memorável da prova rainha do todo o terreno em Portugal, pois motivos para celebrar condignamente os 25 anos de história da prova alentejana não vão faltar.
E isso logicamente faz-se sentir no interesse que a 25ª Baja Vodafone Portalegre 500 tem despertado junto dos pilotos: apesar das inscrições apenas encerrarem na próxima sexta-feira, a maioria dos interessados aproveitou o período em que as mesmas se encontraram disponíveis a preço reduzido para concretizarem esse objectivo, deixando antever uma competição duramente disputada aos mais diversos níveis.
Desde logo e como principal pólo de interesse, vamos ter em Portalegre a definição do vencedor da Taça do Mundo FIA de TT de 2011: com base nos resultados apurados no Rali dos Faraós, prova disputada na passada semana, e em que a vitória nos automóveis pertenceu a Jean-Louis Schlesser, o piloto francês arrecadou 60 preciosos pontos que diminuíram a sua desvantagem face ao russo Leonid Novitskiy para 14 pontos, ou seja, sensivelmente metade dos pontos que uma vitória em Portalegre poderá proporcionar - 30.
A luta entre estes dois pilotos será, sem dúvida, um dos pólos de maior interesse a seguir na prova alentejana onde o facto do título nacional absoluto de TT já estar entregue poderá libertar os melhores pilotos portugueses a um despique muito mais aberto, sem preocupações de qualquer resultado que não seja a vitória.
Também nas motos o despique pela vitória deverá constituir outro dos motivos de grande interesse da competição, com os principais motards portugueses a quererem intrometer-se no duelo que tem marcado as últimas edições e que tem tido em António Maio e Mário Patrão os seus grandes protagonistas.



PEDRO VILAS BOAS ESTREIA-SE NAS MOTOS

Aos 70 anos de idade, Pedro Vilas Boas, um dos organizadores das primeiras edições de Portalegre, juntamente com José Megre, vai participar na categoria de motos, naquela que será a sua primeira competição em duas rodas: «Nunca fiz qualquer prova oficial de motos e pensei que seria uma ideia interessante inscrever-me nestas "Bodas de Prata", a melhor forma de celebrar tantas memórias construídas ao longo sobretudo das primeiras edições da prova de Portalegre», referiu aquele que é um dos nomes mais importantes da história do todo o terreno nacional.

E Pedro Vilas Boas ainda se lembra bem de como tudo começou: «Foi em 1984, a bordo de um UMM, na altura como navegador do Megre no Paris-Dakar, que detalhámos os primeiros passos de uma prova como Portalegre. E quando se comemoram 25 anos, é importante não esquecer dois nomes que tornaram possível essa aventura: o próprio José Megre e a UMM, fundamentais no arranque da modalidade entre nós».

O veterano aventureiro parte com um objectivo bem definido: «Antes do mais terminar a prova sem qualquer problema físico, pois escassos dias depois parto para os Andes, onde vou tentar chegar aos 7000 metros de altitude para comemorar os meus 70 anos!»






NUNO DINIS

DOMINGOS COUTINHO



Domingos Sousa Coutinho a oito pontos do título




Vitória nos H71 na primeira corrida



Domingos Sousa Coutinho ficou a oito pontos de conquistar, no Autódromo do Estoril, o título de Campeão de Portugal de Clássicos nos Históricos 71. A desistência na segunda corrida, foi o balde de agua fria, depois do triunfo inequívoco na primeira.

Domingos Sousa Coutinho tinha todos os dados lançados para sair do Estoril com o segundo título nos H71 da sua carreira no bolso. A vitória na primeira corrida, parecia indicar que estava no melhor caminho. Porém, para chegar em primeiro é preciso primeiro chegar – e isso não aconteceu na segunda corrida. Realizada sob um calor tórrido, logo na volta de formação da grelha um fumo branco deixava imaginar o pior. O pior veio logo a seguir à partida, quando a junta da cabeça do motor do BMW 2800 CS queimou, obrigando ao abandono. Para piorar ainda mais o cenário, o seu adversário na corria ao título venceu os H71, adiando para a última jornada, dentro de um mês, em Braga, a decisão. Agora, ficam a faltar oito pontos para a consagração de Domingos Sousa Coutinho.

EM DIRECTO:

“De manhã, tudo se conjugava para sair do Estoril com o título no bolso. Mas, já no final da corrida, percebi que o motor do BMW estava a falhar. Não fiquei muito preocupado, até perceber que tinha sido um pistão que partira. A solução encontrada foi trocar de motor, infelizmente por outro que era pior. Porém, como me bastava pontuar, acreditei sempre que iria conseguir chegar ao fim, mesmo que em segundo. Isso garantia-me o título. Porém, logo na volta de formação, percebi que alguma coisa estava mal e, mal arranquei, queimou-se a junta de cabeça do motor. Ainda por cima, o Francisco Pinto não teve problemas e venceu, pelo que tudo vai decidir-se em Braga. Felizmente, faltam-me apenas oito pontos para ser campeão, pelo que nada está perdido.”




NUNO DINIS