CIRCUITO DA BOAVISTA



NUNO DINIS

KARTODROMO BALTAR






Baltar Kart Cup em Leiria

No passado fim de semana o Baltar Kart Cup deslocou-se a Leiria para realizar a segunda prova do seu troféu e desta feita integrado no programa do Campeonato de Portugal de Karting, numa prova organizada pelo Núcleo de Desportos Motorizados de Leiria. O belo número de noventa e cinco participantes inscritos na prova demonstra bem o interesse que a nova fórmula do campeonato despertou à grande maioria dos praticantes de karting e esperemos bem que todos os intervenientes venham a colaborar neste projecto sem sentir necessidade de o estragar com o inflacionar de custos, mesmo se a crise económica do país desaparecer, o que não nos parece provável. Relativamente à participação do BKC, poderemos considerar que o comportamento geral atingiu o nível esperado vindo a demonstrar-se ao longo do programa que a maioria dos pilotos estão no mesmo patamar dos outros do nacional. A maior diferença deles, reside na agressividade colocada em pista e salvo raras excepções, os participantes do troféu perdem normalmente, sentindo na pela a forma bem mais musculada e por vezes excessiva, do que nas provas do troféu. Os vencedores das categorias presentes foi de Anxo Garcia, Diogo Pinto (vencedores à geral), Marco Faria e Paulo Mendes, respectivamente nas categorias Cadete, Juvenis, Júnior e X30. 

Categoria Cadete

Nesta categoria e por força da regulamentação do CPK, em substituição dos treinos cronometrados as grelhas da primeira e segunda corrida são obtidas por sorteio com inversão da mesma, o que desde logo baralha o esquema habitual, situação com a qual não concordamos se atendermos aos diferenciais de andamento dos vários pilotos, pois se existem miúdos que têm já duas épocas de experiência, existem outros que estão no seu primeiro ano, o que provoca alguns distúrbios ainda para mais com 17 participantes em pista. De qualquer forma foi igual para todos e o espanhol do BKC, Anxo Garcia vence na 1ª corrida e na final, enquanto Simão Ventura é o melhor na 2ª corrida, sempre secundados pelo leader do CPK Diogo Pinto. No segundo lugar do troféu surge Gonçalo Coutinho vítima do tráfego intenso que o levou a efectuar dois piões na corrida um e Simão Ventura que partiu do último lugar. Para compensar, Simão parte na 2ª corrida da pole e vence com naturalidade, sendo um mais confiante Coutinho segundo, na frente de um surpreendente Guilherme Ramos terceiro, depois da desclassificação na corrida anterior por peso a em falta. A final foi uma verdadeira e espectacular corrida com disputa permanente até à última curva em que numa tentativa desesperada do participante do CPK Diogo Pinto a atacar Anxo Garcia origina um toque entre eles sem que as posições se alterem, mas arrastando também o então terceiro Simão Ventura, levando-o a perder uma posição para Gonçalo Coutinho. Duarte Santos é um brilhante quarto classificado, na frente de Filipe Monteiro, Guilherme Ramos, Ruben Silva, João Pires, Tomás Pereira e Gabriel Caçoilo, vítima de uma desclassificação por o seu kart ter abandonado o Parque Fechado sem autorização dos comissários.  

Categoria Juvenis

Nova vitória dos pilotos do BKC com Diogo Pinto depois de ter sido segundo à geral nas duas primeiras corridas, a vencer na final com toda a autoridade, Andiy Pits é segundo na final, depois de dois terceiros na fase inicial, aparecendo no terceiro lugar Yhoan Sousa do CPK o vencedor da primeira corrida do campeonato. Miguel Ramos surge no terceiro lugar do BKC (surpresa para quem não tem acompanhado a rápida evolução do piloto), António Rodrigues a acusar alguma falta de ritmo, Hugo Gilde a ser vítima de alguma agressividade de outros participantes, assim como o seguinte José João Oliveira, Ruben Rua a braços com um motor pouco eficiente, Francisco Lobo a acusar o desconhecimento total da pista, e finalmente João Maria Jorge a quem nada correu bem, desistindo à quinta volta.

Categoria Júnior

Todos os participantes nesta categoria do BKC estão simultaneamente inscritos no CPK. Marco Faria foi o melhor colocado na classificação final do BKC, depois de ter sido quinto e oitavo nas qualificações chegou em quinto à geral com todo o mérito. Diogo Ribeiro é segundo, depois de um décimo terceiro (atrasado na corrida um, na confusão) e nono nas qualificações, esteve melhor na final, na frente de Luciano Carvalho muito bem na primeira corrida ao ser segundo, quarto na corrida dois e décimo primeiro na final devido a algum optimismo e erro de cálculo nas tentativas de ultrapassagem. Francisco Araújo é décimo e décimo segundo mantendo a mesma posição na final com alguma razão de queixa em algumas situações com os adversários e finalmente João Ferreira que depois de sétimo e um sexto na qualificação rodava na terceira posição da final quando lhe foi apresentada uma bandeira preta com círculo laranja para entrar na boxe e reparar o para-choques traseiro, demorando demasiado tempo a obedecer à indicação, foi-lhe apresentada a bandeira preta vindo a ser desclassificado. Um alerta para todos os participantes desta categoria, já que foi a mais conflituosa em pista e onde existiram alguns exageros de alguns em prejuízo de outros. O pódio do CPK foi para Bruno Borlido, João Amaral e Luís Cidade.

Categria X 30

Corridas com vinte e nove pilotos em pista e um comportamento excelente por parte dos participantes, só pode dar grandes corridas e foi o que aconteceu nesta categoria. O melhor do BKC foi Paulo Mendes ao ser oitavo na final depois de ter sido sétimo e décimo primeiro nas qualificações, seguido sempre de muito perto por Diogo Sousa muito regular e cauteloso sendo nono na final, oitavo e décimo segundo na fase inicial. No terceiro lugar  Carlos Gonçalves, décimo primeiro à geral, tendo sido o melhor do BKC na segunda corrida de qualificação ao ser nono e repetindo a posição na corrida seguinte. Tiago Mota foi quarto no troféu, depois de um azar na corrida dois que desiste mas fazendo uma bela recuperação na final, à frente de Rui Silva, Gonçalo Rodrigues, Diogo Matos e Ricardo Vila Nova. O pódio final do CPK, foi entregue a Yannick Kemp, Diogo Silva e Lucas Araújo. Deixamos aqui expressos os nossos parabéns ao Lucas sobre a demonstração feita da arte de bem ultrapassar, pois arrancando da décima oitava posição na corrida dois, chega em sexto no final, conquistando lugar a lugar sem que alguém tenha qualquer razão de queixa da sua galopante ascensão. Assim sim... dá gosto ver.




NUNO DINIS

CLUBE ESCAPE LIVRE





Taça Downhill abre ao mais alto nível

Cláudio Loureiro foi o vencedor absoluto da quarta edição do Downhill Urbano da Guarda da Guarda. A primeira prova da Taça de Portugal de DHU Vodafone 2011 foi na cidade mais alta, no último domingo, levando os cerca de 80 pilotos inscritos de todas as categorias a começar da melhor forma, com o ar puro de altitude e o granito de fundo.

A competição organizada pela Downstream, em parceria com o Clube Escape Livre, e o apoio da Câmara Municipal da Guarda e da Agência para a Promoção da Guarda, foi disputada sob boas condições atmosféricas, tendo em conta os últimos dias de chuva e trovoadas, e onde apenas o vento fez a sua aparição.

Correu, por isso, muito bem, o espectáculo que se viveu no centro histórico da cidade, numa pista semelhante à de 2010, mantendo a partida da Torre de Menagem, a passagem na escola EB 2-3 Santa Clara e na Sé, a passagem pela porta d’El Rei da muralha, e com destino à meta instalada na avenida junto do Hotel VanGuarda.

A avaliar pelos tempos próximos entre pilotos, a organização considera ter-se tratado de uma disputa muito renhida. Com Cláudio Loureiro (Team BikeZone) a liderar a classificação geral, deixou para segundo lugar, com 1,5 segundos de diferença, o actual Campeão Nacional de DHU, José Borges (Team Garcia Sports) e até mesmo Paulo Domingues, actual detentor da Taça, que cortou a meta com dois segundos de diferença em relação ao primeiro classificado. De referir ainda a excelente prestação do piloto da Guarda, João Rodrigues, que chegou a estar em terceiro lugar, mas que não foi tão feliz na segunda manga da prova, ficando para 4º lugar.

Na equipas, esta primeira etapa da Taça de Portugal de DHU Vodafone 2011, foi ganha pelo team Penacova DH/UD Lorvanense com o Team Bikezone em 2º e o Centro Vicentino da Serra BTT em 3º.

Na classe de promoção, destaque para o atleta da cidade da Guarda, Tiago Filipe, que venceu de novo, com António Mendes em 2º lugar e André Rodrigues a fechar o pódio.
Com um balanço positivo, e onde o espectáculo, a adrenalina e a adesão do público marcaram presença, como é já habitual, Vítor Santos, vereador desporto da câmara municipal considera que “o Downhill da Guarda é já uma prova de referência numa cidade com todas as condições para que este desporto seja praticado ao mais alto nível”.
A Taça de Portugal de DHU Vodafone segue para Porto de Mós, a 26 de Junho, e a última etapa está marcada para Ourém, a 31 de Julho.







NUNO DINIS

WRC RALLYE ARGENTINA








loebvenar11A derradeira etapa do Rally Argentina foi composta por uma especial de 48 quilómetros e mais três com menos de 4 quilómetros em cada, incluindo a Power Stage, fazendo com que houvesse surpresas de novo e muita luta até ao último metro do rally.

Sébastien Ogier tinha tudo para vencer pela terceira vez esta temporada mas, na longa especial que abriu o terceiro dia de prova, o francês cortou demasiado uma curva e acabou por capotar o DS3. Ogier até não perdeu muito tempo mas, o Citroën ficou sem direcção assistida e teve de percorrer as restantes três especiais com o seu carro nestas condições, terminando o rally apenas em terceiro.
Sébastien Loeb venceu a primeira especial do dia, passou para segundo da geral e com o erro do seu companheiro de equipa, acabou por ser o piloto que obteve uma penalização de 1 minuto no primeiro dia, a vencer o rally e ainda conseguiu mais 1 ponto na Power Stage.
Mikko Hirvonen lutou até fim com Loeb mas, acabaria por manter a segunda posição pois, também ele ficou na frente de Ogier com a diferença de 5,2s e apenas 2,4s atrás de Loeb.
Petter Solberg andou muito rápido no derradeiro dia e obteve a vitória na Power Stage, obtendo os mesmos pontos do 3º classificado mas, o tempo perdido ontem com a avaria na direcção assistida, foi impossível que o norueguês conseguisse melhor do que o 4º lugar final.
Mads Ostberg (5º) e Federico Villagra (6º), limitaram-se a manter os seus carros na estrada sem problemas, para pontuarem na prova argentina.
Após uma passagem num ribeiro na primeira especial do dia, Matthew Wilson viu o motor do Fiesta calar-se e demorou mais de 7 minutos para colocar o carro a funcionar, permitindo que Jari-Matti Latvala subisse um lugar na classificação mas, o finlandês não conseguiu pontos na Power Stage pois efectuou o 4º melhor tempo a 0,8s de Solberg.
Hayden Paddon limitou-se a passear no último dia para obter a segunda vitória consecutiva no PWRC, na frente de Patrik Flodin com quase 8 minutos de vantagem.

LÍDERES DO RALLY:
Sébastien Loeb (SS1); Jari-Matti Latvala (SS2 a 12); Sébastien Ogier (SS13 a 18); Sébastien Loeb (SS19)
 
VENCEDORES DE TROÇOS:
Sébastien Loeb (8); Jari-Matti Latvala (5); Sébastien Ogier (3); Petter Solberg (3)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
1º Sebastien Loeb - Citroen DS3 WRC 4h09m56,9s
2º Mikko Hirvonen - Ford Fiesta WRC a 2,4s
3º Sebastien Ogier - Citroen DS3 WRC a 4,9s
4º Petter Solberg - Citroen DS3 WRC a 32,6s
5º Mads Ostberg - Ford Fiesta WRC a 5m16,8s
6º Frederico Villagra - Ford Fiesta WRC a 6m48,5s
7º Jari Matti Latvala - Ford Fiesta WRC a 11m34,5s
8º Mathew Wilson - Ford Fiesta WRC a 13m32,7s

PILOTO DO RALI
Sebastien Loeb
 
MOMENTO DO RALI
Desistência de Latvala
 
MENOS DO RALI
Sebastien Ogier


fonte: www.ralisonline.net

NUNO DINIS

RALLYE VILA VERDE



antunesven11vvPaulo Antunes fez jus à sua rapidez e experiência para somar uma importante vitória no Rali Vila Verde. Sempre concentrado e sem erros Antunes levou o Citroen C2 R2 Max a uma vitória, beneficiando ainda daquela estrelinha da sorte que acompanha sempre os melhores.
João Silva também fez uma brilhante estreia num rali que desconhecia por completo, mas só se pode queixar de si. Um engano no percurso da 9ª especial (que já deu confusão em anos anteriores), levou-o a falhar um cruzamento, e a perder a liderança na 10ª especial que já tinha conquistado logo no início do 2º dia. Depois já era tarde para recuperar, acabando assim no segundo lugar, num rali que tinha condições (carro) e andamento (rapidez) para ganhar.
Paulo Neto "cerrou" os punhos e assim que chegou ao 3º lugar não mais o largou, não deixando que Armando Oliveira chegasse perto. Numa prova de concentração, o piloto de Sintra acaba por obter nesta prova um excelente resultado, apesar de um susto mesmo no final quando reparou que tinha o depósito de combustível roto e a perder gasolina.
Nas restantes posições ficaram Ricardo Marques, que ainda subiu uma posição, por troca precisamente com Hugo Mesquita.
Renato Pita ainda foi a Vila Verde buscar duas vitórias, uma para a Taça de Portugal de Ralis e outra para o Regional Norte, depois de uma prova que dominou totalmente.
Marcos Gonçalves em Skoda Fabia TDi foi a surpresa na Taça, com o segundo lugar, ficando na frente de Paulo Silva que ainda superou Júlio Bastos, com ambos os pilotos em BMW.

LÍDERES DO RALI:
Ivo Nogueira (Pec 1 e 2); Paulo Antunes (Pec 3 a 7); João Silva (Pec 8 e 9); Paulo Antunes (Pec 10 a 13)
 
VENCEDORES DE TROÇOS:
Ivo Nogueira (1); Paulo Antunes (3); João Silva (9)

CLASSIFICAÇÃO FINAL
1º Paulo Antunes / Alberto Oliveira – Citroen C2 R2 Max 1h09m14,5s
2º João Silva / José Janela – Renault Clio R3 a 4,8s
3º Paulo neto / Daniel Amaral – Citroen DS3 a 4m24,s
4º Armando Oliveira / Alexandre Rodrigues – Citroen C2 R2 Max a 5m53,3s
5º Ricardo Marques / Jorge Carvalho – Citroen C2 R2 Max a 7m51,7s
6º Hugo Mesquita / Nuno Rodrigues da Silva – Citroen DS3 a 8m45,9s

PILOTO DO RALI
Paulo Antunes
 
MOMENTO DO RALI
Furo de João Silva logo no início do rali
 
MENOS DO RALI
FPAK e inscritos


fonte: www.ralisonline.net

NUNO DINIS

ARC SPORT - RALLYE VILA VERDE



VITÓRIA ESCAPOU POR SEGUNDOS

·        João silva terminou em 2º e continua na luta pelo CPR2
·        Hugo Mesquita cada vez mais adaptado aos ralis


A ARC Sport foi ao coração do Minho para tentar obter mais uma vitória no Campeonato de Portugal de Ralis de Duas Rodas Motrizes. O Renault Clio R3, construído pelos preparadores de Aguiar da Beira, tripulado por João Silva e José Janela mostrou as suas credenciais, superiorizando-se à concorrência. No entanto, um furo no primeiro dia, e a falta de notas numa das especiais do segundo dia, impediram a equipa de festejar uma vitória mais do que merecida.
 O piloto madeirense venceu nove das treze especiais de classificação, o que sublinha a superioridade do conjunto. Um furo logo no primeiro troço ditou a desvantagem de apenas quatro segundos na primeira etapa, depois de um recuperação notável de João Silva nos seis troços seguintes. No início do segundo dia de prova, a equipa respondeu de forma positiva, conquistando a liderança do rali logo após os dois primeiros troços. No entanto, e por falta de notas na terceira especial do dia (Vade 1), devido a falha de páginas no road book distribuído para os reconhecimentos, João Silva viria a ter duas falhas de percurso que o obrigaram a perder mais de vinte segundos, e consequentemente a liderança da prova. Ficou no entanto provada a grande eficácia do conjunto, e o 2º lugar final, a menos de cinco segundos da vitória, garante a luta pelos objectivos finais.
 Quanto a Hugo Mesquita, o piloto açoriano acompanhado por Nuno Rodrigues da Silva, mostra sinais muito positivos na sua adaptação aos ralis e à condução do Citroen DS3. Nas segundas passagens pelos troços do Rali de Vila Verde, Mesquita melhorou muito os seus tempos.
 “Este é um rali com muitos pormenores técnicos e que requer muita atenção nos reconhecimentos. Contámos com problemas de travões ao longo do rali, mas mesmo assim conseguimos melhorar em média cerca de dez segundos por troço nas segundas passagens. Acho que esta foi mais uma excelente aprendizagem”, afirmou Hugo Mesquita com convicção, pensando já numa presença no Sata Rallye Açores.
“Tenho um gosto particular por poder correr em São Miguel. Participar num grande rali na minha ilha é sempre uma sensação especial. Vou ter de voltar a aprender, porque é uma exigente prova em terra”, assegura o piloto açoriano.
 A ARC Sport continua com os seus principais objectivos completamente intactos, lutando em todas as frentes do Campeonato de Portugal de Ralis. Para o responsável Augusto Ramiro, Vila Verde não era uma prova fácil.
 “Tal como previa, este foi um rali difícil. O terceiro troço do segundo dia de prova viria a marcar os destinos do rali. Podíamos ter ganho a prova por um minuto, e acabámos por perder por quatro segundos. A entrega tardia do road book para os reconhecimentos contribuiu bastante para este desfecho. O João Silva mostrou que está um furo acima da concorrência, e foi uma pena que o seu adversário mais directo tenha desistido no terceiro troço do rali. Parabéns ao João pela prova que realizou. Merecia sem dúvida ter sido o vencedor, embora estas situações façam parte do desporto automóvel.
Para o Hugo Mesquita o menos importante é o resultado. Interessa sim a excelente evolução que o piloto está a ter. Até ao regresso do CPR2 vamos ter hipóteses de evoluir bastante o conjunto carro/piloto. Quero salientar, uma vez mais, todo o trabalho fabuloso realizado pela equipa ARC Sport”, declarou Augusto Ramiro.





NUNO DINIS

TEAM VODAFONE BP ULTIMATE





Vodafone BP Ultimate Team brilhou em Jarama

 
 
 
Correu da melhor forma o fim-de-semana do Vodafone BP Ultimate Team no Circuito de
Jarama, 2ª jornada pontuável para o Iberian Supercars Trophy, integrada no Campeonato de
Espanha de GT s.
A uma surpreendente vitória e a um terceiro lugar no que à geral diz respeito, corresponderam
um ambicionado primeiro posto e um 2º lugar da “copa” ibérica, permitindo que a dupla do
carro alemão aumente a sua vantagem na liderança desta competição.
Conseguindo atingir os objectivos delineados para a jornada de Jarama, José Pedro Fontes e
Miguel Barbosa fazem um balanço muito positivo do fim-de-semana. Segundo Miguel Barbosa
“encaramos este fim-de-semana com a ambição de manter a liderança do Iberian
Supercars Trophy. Estamos muito satisfeitos com estes resultados que nos permitiram,
além de alcançar os objectivos traçados, ampliar a nossa vantagem. Na primeira corrida,
a paragem da chuva foi determinante e não jogou a nosso favor na luta pela vitória do
ibérico mas, com a conquista do 1º lugar da geral na segunda, alcançamos um justo
prémio como recompensa do trabalho de toda a equipa ao longo destes dois dias.”
A assistir à última passagem pela meta do muro da Box estava José Pedro Fontes, que
assume “ter sido um fim-de-semana muito gratificante para nós, que terminou com uma
grande vitória frente aos GT2. Na primeira corrida, com a queda de uma forte chuvada
optámos por parar para mudar de pneus mas, os nossos adversários de então
arriscaram e optaram por não mudar, o que veio a revelar-se decisivo para perdermos o
primeiro lugar, com a paragem da chuva na fase final da prova. De qualquer forma,
alcançamos um 1º e um 2º lugar que consideramos muito importantes para as nossas
ambições, o que nos permite ampliar a vantagem na liderança do Iberian Supercars
Trophy.”
A próximo desafio do Vodafone BP Ultimate Team será o Circuito de Braga, no próximo fim-desemana,
pontuável para o Campeonato de Portugal de Circuitos.




NUNO DINIS

PWRC RALLYE ARGENTINA



Paddon makes it two-for-two with victory in PWRC at Rally Argentina


Kiwi pairing Hayden Paddon and John Kennard clinched their second victory in-a-row in their Michelin-shod
Subaru Impreza on the third round of the 2011 FIA Production car World Rally Championship at Rally
Argentina this weekend. Paddon, who didn’t nominate Rally Sweden as a scoring PWRC round, also now tops
the Championship standings, displacing young Czech driver Martin Semerád (Mitsubishi), despite having
competed in one less event.
His first outing in Argentina, Paddon decided to practise a strategy of caution on Day One. Despite electrical
gremlins which set in from SS4 onwards, strong times kept Paddon on the pace of the frontrunners, but sitting
in a contented third, until the final stage of the day when the retirements of then first- and second-placed Patrik
Flodin (SWE, Subaru) and Michal Kościuszko (POL, Mitsubishi) promoted the Kiwi into the lead. Paddon’s
Subaru continued with low power and slight misfiring throughout Day Two despite changes to his engine
management system at midday service. However, the 2010 Pirelli Star Driver once again focused on putting in
steady times and getting his Impreza through the stages. Even ‘steady’ times earned the unfailingly quick
Paddon, who came to Argentina straight off the back of an almost flawless victory on his first round of the 2011
PWRC in Portugal, another stage win on SS15 and an eight minute lead over then second-placed Flodin by the
end of Day Two. Another set of strong times on Day Three, and Paddon cruised home to victory in the PWRC,
the first of an all-Subaru top three, and ninth place overall, earning him two WRC points.
It was 2010 PWRC runner-up Flodin who came home a well earned second place in the PWRC and tenth overall
to pick up 18 PWRC points and one WRC point. After a difficult start to the season, Flodin reminded everyone of
the pace he’s capable of from the outset of Rally Argentina. Second in the PWRC by 0.5 seconds after the
Thursday night Super Special, he immediately took the lead on the opening stage of Day One proper. He briefly
jockeyed for position with young Polish rival Kościuszko on the morning stages, but reclaimed the lead on SS4
and won four of the first five stages of the day. However, disaster struck for the Swede when he stopped to
refuel on the road section after SS6 and electrical troubles meant his Subaru’s engine wouldn’t restart, forcing
him to retire from the day.
When Flodin restarted on Day Two, he had only fallen to fourth in the PWRC due to his early pace on Day One.
He once again set to the stages at a lick, and two more stage wins and consistently quick times meant that
although over eight minutes behind leader Paddon, Flodin had been promoted back into second by the end of
Day Two. His electrical woes briefly returned on the road section to the final stage of the day, but Flodin
successfully restarted his Subaru and cleared the stage, relieved only to suffer a 40 second road penalty.
Another strong set of times on Day Three, including clearing the 48km SS16 nearly a minute faster than his
nearest PWRC competitor, and Flodin was relieved to make it home to final service and put himself back in the
mix in the Championship standings.
The last time Kościuszko competed in Argentina, he won the third round of the 2009 JWRC. He returned this
weekend in a 4WD Mitsubishi with high hopes for his second outing in the 2011 PWRC, but it wasn’t meant to
be. After a strong start to Day One, winning SS3 and battling with more experienced PWRC drivers Flodin and
Paddon, Kościuszko was lying in a strong second when he went off on SS7, the final stage of the day, and broke
his Mitsubishi’s front suspension arm. The 2009 JWRC runner-up restarted on Day Two and showed
phenomenal speed on the tricky stages, clocking five PWRC stage wins and returning to evening service in a
clear third, only just over 20 seconds behind second-placed Flodin. Kościuszko seemed to have the final place
on the PWRC podium sewn up when he hit a stone and broke his front right steering arm on the long SS16, the
opening stage of Day Three. He stopped to replace the part, but lost nearly 20 minutes and fell to tenth.
Kościuszko’s misfortune left Dmitry Tagirov (RUS, Subaru) in third, a position he wasn’t going to give up
lightly. Determined to make it to the finish unscathed, Tagirov claimed his first PWRC podium and 15
Championship points on his debut in Argentina. Aside from one slow puncture on SS4 and a broken trackrod on
SS14 - which he had to stop and change on the road section after the stage, picking up a three minute time
penalty – the Russian had an uneventful rally and was delighted to move up to fourth in the PWRC standings.
Four-times Peruvian Champion Nicolás Fuchs (PER, Mitsubishi) came home a strong fourth, followed by
Semerád in fifth, while Harry Hunt (GBR) who finished eleventh picked up 25 points in the Production car Cup
as the quickest 2WD competitor in the PWRC. With 11 of the 12 PWRC starters making it to the end of the
event, it was only guest driver Alejandro Levy (ARG, Mitsubishi) who, after an impressive Day One which he
finished lying in second, suffered engine problems on the morning loop of Day Two and retired from the event.
 
 
 
NUNO DINIS

RALLYE OLIVEIRA DO HOSPITAL 2011



O Rali está de regresso a Oliveira do Hospital




APRESENTAÇÃO PROVA OLIVEIRENSE FOI ONTEM NO SALÃO NOBRE DA CMOH

Volvida uma década, pilotos e máquinas regressam a Oliveira do Hospital. A prova pontuável para o Open de Ralis vai para a estrada nos dias 17 e 18 de junho.
Teve início a contagem decrescente para a 6ª das 10 etapas que compõem o calendário do Campeonato Open de Ralis.
A prova que vai decorrer em solo oliveirense coloca um ponto final ao interregno de 10 anos que impediu os habitantes de Oliveira do Hospital e os amantes do automobilismo do contacto próximo com pitolos e máquinas do desporto automóvel.
Organizado pelo Clube Automóvel do Centro (CAC), em parceria com a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, o Rali que surge com o piloto António Rodrigues na liderança - em cinco provas registou três vitórias e dois segundos lugares - arranca dia 17 de junho, pelas 20h05 com uma super-especial urbana a realizar no coração de Oliveira do Hospital, com 1,80 quilómetros de distância.

As emoções fortes regressam no dia seguinte, 18 de junho, com uma dupla passagem pelas classificativas da Anta da Arcaínha (11,61 km), Cordinha (10,29 km) e Lagos Nogueirinha (8,43 km).

O Rali Oliveira do Hospital terá um total de 160,28 quilómetros, 62,46 dos quais disputados ao cronómetro, divididos por sete provas especiais de classificação, sendo os restantes 97,82 superados em ligação.

"Não há mal nenhum em conseguir grandes investimentos para colocar Oliveira do Hospital no mapa"

O regresso do rali a Oliveira do Hospital deixa satisfeito o presidente da Câmara Municipal que, em conferência de imprensa realizada ontem, considerou que a prova desportiva “nunca deveria ter saído do concelho”.
Para que tal fosse uma realidade, José Carlos Alexandrino sublinhou a facilidade com que as partes envolvidas chegaram a “entendimento”, e chegou a considerar que o município “fez um bom negócio”, ao conseguir que pilotos e máquinas voltassem a passar por Oliveira do Hospital. O autarca lembrou que o concelho “tem tradição no desporto motorizado” e deu o exemplo das provas organizadas pelo Clube Seita.
Prevendo que este tipo de provas tenha continuidade em Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino não dá por mal empregue o esforço do município. “Não há mal nenhum em conseguir atrair grandes investimentos para colocar Oliveira do Hospital no mapa”, constatou o presidente da Câmara, notando a importância de associar estes eventos a “outras marcas turísticas”.
Para além da importância que a prova encerra, o autarca não deixa de valorizar o facto de o rali ficar marcado pela participação do campeão mundial, Rui Madeira. “É o padrinho do regresso do rali a Oliveira do Hospital”, referiu José Carlos Alexandrino, para quem estão reunidas as condições para que a prova seja “um sucesso”.
Decidido a “marcar a diferença” e “atingir um patamar de excelência”, o autarca assegurou que a equipa envolvida no projeto “tudo fará para que não haja falhas”.
Relativamente aos percursos, Alexandrino centra as atenções na especial noturna que marca o arranque do rali em Oliveira do Hospital. “Não tenho dúvidas de que vai ser um êxito e atrair muitas pessoas”, referiu, explicando que relativamente ao dia seguinte, 18 de junho, o seu desejo era que o rali abrangesse todo o concelho, mas face à impossibilidade, assumiu o “compromisso de equilíbrio” para que, no próximo ano a prova decorra na zona sul.
O impacto que a prova vai ter junto das unidades hoteleiras e de restauração mereceu ainda o apreço de Alexandrino que estima que o evento atraia “milhares de pessoas” ao concelho.
O presidente do Clube Automóvel do Centro também destacou o regresso do rali a Oliveira do Hospital e sublinhou a importância de a prova ser transmitida por vários canais de televisão. Para além disso, Francisco Fidalgo valorizou a participação de Rui Madeira por se tratar de um jovem que viu “crescer” nas provas organizadas pelo CAC.
Considerando estar em face de um “casamento” entre a autarquia e o CAC, o piloto Rui Madeira mostrou-se “satisfeito” pelo regresso do rali, chegando a considerar a prova como “uma mais-valia de futuro para o interior”. “O open de rali é o caminho certo para os ralis em Portugal e uma aposta de futuro”, verificou o piloto que tem ligações familiares ao concelho.

Encarando a prova “não como um custo, mas como um investimento”, o presidente da Junta de Freguesia de Oliveira do Hospital olha para o rali como “um motor para a marca Oliveira do Hospital”. Nuno Oliveira destacou, por isso, a importância turística que o evento representa.








NUNO DINIS
fonte: http://www.correiodabeiraserra.com/
fotos: NUNODINIS PHOTOS